API key: o que é e quando usar chaves API?

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O uso de APIs se popularizou nos últimos anos. Entenda melhor seu funcionamento e veja como as API keys são cruciais para o desenvolvimento de uma interface eficiente!

API key: o que é e quando usar chaves API?

O uso de APIs é comum quando se cria uma aplicação ou software. Elas permitem a troca e obtenção de informações com maior praticidade entre programas. Trabalhar com esse recurso permite mais segurança e reduz o volume de dados, além de trazer a possibilidade de auditar os acessos de um sistema. E um elemento essencial para seu funcionamento são as API keys.

Ao integrar sua plataforma a parceiros, a autenticação é um importante fator para garantir segurança aos usuários. Com a autenticação por meio dessas chaves, evita-se o uso malicioso de APIs, ao mesmo tempo em que são asseguradas as vantagens de utilizar esse importante recurso em uma aplicação.

Continue a leitura para entender o que são as API keys e para que elas servem!

O que é uma API?

Também conhecidas como interfaces de programação de aplicativos, as APIs permitem às empresas darem acesso aos seus dados e funcionalidades de suas aplicações para desenvolvedores externos ou parceiros de negócio. Assim, esses desenvolvedores ou parceiros podem trabalhar em suas próprias soluções.

Com isso, os serviços e produtos conseguem se comunicar entre si, de modo a aproveitar totalmente as informações transmitidas como recurso para suas funções ao fazer uma integração com o sistema.

Isso tudo ocorre por meio de uma interface documentada, o que significa que os programadores não precisam saber como a API é implementada. O seu uso se resume a uma requisição feita pelo programa, e a resposta é relativa às informações pertinentes à API.

Hoje, muitas aplicações web não seriam possíveis sem o uso dessas interfaces de programação. As APIs são, também, utilizadas e oferecidas pelas empresas com o objetivo de monetização por meio de seus recursos.

O que é uma API key?

As API keys são as chaves das APIs. Elas são essenciais para um uso seguro das interfaces de programação e servem para identificar os usuários.

Ao desenvolver uma aplicação web, você não quer que clientes anônimos tenham acesso às suas funções, certo? Para isso, é necessário contar com um token de autenticação, que garante a identificação correta e segura de cada usuário que está fazendo as chamadas.

Existem três meios de autenticação em uma web API:

  1. API key;
  2. JSON web tokens;
  3. OAuth.

No caso dos JSON web tokens, temos uma forma de complexidade que serve como uma camada de proteção entre os usuários e as informações transmitidas. Com isso, é possível identificar a pessoa que está fazendo a requisição em um processo relativamente curto.

Enquanto isso, o OAuth serve como um protocolo avançado que possibilita a delegação de acesso seguro aos seus usuários na comunicação entre sistemas. Assim, é possível identificar quando um terceiro pode fazer chamadas em seu nome para um sistema onde há um cadastro referente ao seu sistema.

A API key, por sua vez, serve como uma forma simplificada de autenticação que fornece o acesso seguro de um sistema em uma web API. Dessa maneira, é possível identificar qual projeto ou aplicação está fazendo a requisição. Dessa maneira, é possível controlar o acesso de uma API key por sistema, seja qual for o usuário que está fazendo a chamada.

Para que serve essa chave?

A principal utilidade de uma API key está na identificação dos projetos e sistemas que utilizam a API. Assim, o sistema é capaz de identificar qual aplicação está fazendo a requisição da interface. Isso significa que cada projeto conta com uma chave única para distingui-lo dos demais serviços.

Além disso, as API keys são usadas na autenticação durante a requisição de um aplicativo. Elas permitem controlar quem tem a permissão de acessar a interface e seus serviços. Por isso, mesmo que a aplicação conte com o acesso à API, isso não significa que ela é autorizada a utilizar todos os seus recursos.

Como funcionam as API keys?

Como você já sabe, uma chave de API possibilita que o servidor identifique qualquer desenvolvedor ou aplicativo que está fazendo a requisição de acesso aos seus serviços. Além disso, ela permite definir um conjunto de direitos de acesso, trazendo maior controle sobre o fornecedor dos serviços em relação aos solicitantes. Isso possibilita ações específicas, como proibir determinados recursos da API.

A API key é um identificador único, normalmente criptografado em uma longa sequência de caracteres. Essa combinação de números e letras funciona como uma espécie de senha segura que, além de autenticar o seu acesso a um servidor, fornece a sua identificação durante uma requisição.

Uma chave de API contém mais de 64 caracteres, que são gerados de forma aleatória por sistemas capazes de criar identificadores únicos universais — também conhecidos como GUIDs.

Separamos o funcionamento de uma API key de acordo com cada etapa do processo de autenticação e controle de acesso para você entender melhor o seu funcionamento. Acompanhe a seguir!

Acesso

A primeira etapa durante uma requisição de uma API é o acesso aos dados transmitidos entre os sistemas. Para isso, cada solicitante envia ao servidor um identificador exclusivo que será utilizado para determinar se a pessoa ou projeto tem os direitos necessários para fazê-lo.

Durante esse processo, se o servidor não conseguir autenticar o solicitante de uma requisição, ele enviará de volta uma resposta de falha. A principal ideia por trás de uma chave de API é justamente a identificação de quem está tentando se comunicar com o servidor para conseguir utilizar os serviços.

Dessa forma, se você estiver utilizando uma chave que o servidor não consegue identificar, não poderá utilizar os serviços. No entanto, caso a API key seja válida, o usuário terá os direitos necessários para fazer a requisição sem nenhum obstáculo.

Autorização

Aqui temos o próximo passo para que o servidor autorize o solicitante a fazer uma ou mais coisas com a API. O processo de autorização irá determinar os direitos e o escopo de um solicitante. Ela irá definir exatamente a forma como o usuário autenticado pode utilizar os serviços.

Para isso, temos a definição de seus direitos, que são as funcionalidades e dados que serão passados a essa pessoa, e o escopo, que servirá como parâmetro em relação à quantidade de dados transmitidos e ao período de uso de uma interface.

Direitos

Como citamos brevemente no tópico anterior, os direitos são justamente os recursos disponíveis para cada usuário específico de uma API. Assim, se a chave tiver a permissão necessária para acessar determinados dados, o solicitante pode ler essas informações ao realizar uma pesquisa, por exemplo.

Há, também, a possibilidade de combinar direitos. Nesse caso, o solicitante pode ter recursos de leitura e gravação, por exemplo. Normalmente, eles contam com várias APIs para realizar diferentes ações, como a leitura de pesquisas ou o acesso à leitura e gravação para navegação.

Direitos administrativos

Além dos direitos disponibilizados aos solicitantes, todo sistema de API conta com uma chave global que não só permite acesso à leitura e gravação, mas o controle total dos serviços e recursos que a API oferece.

Uma API de administração, por exemplo, possibilita que as aplicações e seus usuários adicionem, removam ou modifiquem os usuários cadastrados no sistema.

Por isso, ao trabalhar com uma API de administrador, é fundamental assegurar que ela seja completamente segura. O mesmo vale para as chaves com direitos de gravação. Em contrapartida, as chaves de somente leitura podem ser muito mais flexíveis, a depender do seu uso e dos tipos de dados oferecidos.

Âmbito

A partir dos direitos concedidos ao solicitante, a API pode restringir ou expandir os recursos disponíveis para o usuário de acordo com o seu nível de autorização. Dessa maneira, se um solicitante tiver o direito geral de atualizar índices, a API key pode limitar o seu acesso apenas a determinados índices.

Também, as chaves podem ter direitos somente de leitura, onde o solicitante tem acesso apenas ao escopo de pequenos registros oferecidos pelo sistema. Com isso, é possível trazer mais segurança durante as requisições, filtrando certos endereços de IP que fazem as solicitações.

Aqui, também é possível determinar um tempo de validade, como limitar o número de solicitações durante determinado período. As chaves de API podem oferecer limitações baseadas nos filtros e restringir o solicitante conforme os objetivos do desenvolvedor em relação aos projetos que a API será utilizada.

Qual a importância da API key?

As chaves de API são um importante recurso para que as empresas que fornecem esse tipo de interface tenham maior controle e segurança em relação aos serviços e informações transmitidas. Dessa maneira, se um solicitante conta com um serviço de turismo, a sua API key será utilizada para determinar os níveis de acesso aos dados.

Assim, ele pode conferir regiões turísticas dos municípios, como endereço e imagens dos locais. Porém, será limitado apenas à leitura desses dados, sem a possibilidade de gravar novos dados aos bancos. Com isso, quem oferece os serviços tem mais controle e segurança em relação aos usuários que fazem as solicitações.

Outro ponto em que a API key se destaca é em relação aos tokens de autenticação. As chaves são estáticas e simples de ser implementadas. Para isso, basta fazer a chamada informando a API key para obter a resposta sem nenhum tipo de obstáculo adicional.

Quando usar as chaves de API?

Como pôde ver, o uso de uma API key é fundamental para ter maior controle sobre quem utiliza as interfaces de programação de aplicações. Com isso, ela é utilizada em diferentes situações para trazer mais eficiência e segurança aos dados e recursos de uma interface.

Entenda, a seguir, as principais formas como você pode usar uma API key, de acordo com alguns contextos.

Bloqueio de tráfego anônimo

Quando se desenvolve uma aplicação, é comum querer que os seus recursos e serviços sejam utilizados por usuários do sistema. Para isso, é preciso limitar o acesso aos usuários anônimos.

Com a API key, é possível identificar o tráfego da aplicação e ajudar a depurar problemas ao analisar seu uso. Com isso, é possível trazer mais segurança ao sistema, já que normalmente os tráfegos anônimos podem indicar atividades potencialmente maliciosas aos sistemas.

Controle de chamadas de API

As API keys também podem ser utilizadas para trazer mais segurança a partir do controle das chamadas e solicitações realizadas às APIs. Com isso, você pode limitar o consumo, o tráfego e o uso para assegurar um tráfego legítimo aos seus recursos.

Identificação de tráfego da API

Outra forma estratégica de utilizar as chaves de API é a identificação de tráfego. Com isso, é possível identificar padrões de uso que permitem detectar atividades e problemas maliciosos na interface.

Registro de filtro

Por fim, as API keys também são utilizadas para registrar as atividades no servidor. Assim, é possível filtrar as ações conforme a chave específica, a fim de avaliar as atividades de cada uma.

O que mais é importante saber sobre as API keys?

Para além dos usos que citamos, é preciso também considerar que as API keys não devem ser utilizadas para a identificação de usuários específicos. Ainda que elas ajudem nessa questão, as chaves são capazes de identificar os projetos onde são utilizadas, e não seus usuários. É preciso entender, também, que API key só pode identificar o projeto que está fazendo uma chamada, e não quem o desenvolveu.

Além disso, o uso exclusivo de uma chave de API como um fator de autorização seguro não é uma boa prática. Portanto, é fundamental aplicar outros recursos de autorização, como os tokens, para trazer mais segurança à interface.

É importante ter em mente que as chaves de API devem ser armazenadas com segurança. Elas funcionam como senhas — por isso, devem contar com o sigilo necessário para evitar seu vazamento. O ideal é assegurar que elas estão ocultas nos projetos e utilizar protocolos seguros, como o HTTPS/SSL, para fazer as solicitações de API.

Pronto! Agora, você já tem as informações necessárias sobre as API keys e sua importância na hora de desenvolver ferramentas eficientes e garantir um uso seguro das interfaces. Essas interfaces, ou APIs, podem ser usadas no desenvolvimento de aplicações na sua empresa.

Quer saber mais sobre o assunto? Confira um guia completo sobre APIs!

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