Compliance: o que é, benefícios e boas práticas!

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Compliance significa conformidade. O termo diz respeito a atividades internas e externas feitas com o máximo de lisura, visando a transparência e a credibilidade da empresa no mercado.

Compliance: o que é, benefícios e boas práticas!

Para uma empresa ter credibilidade, não basta ser íntegra: é preciso aparentar integridade. O compliance ganhou relevância no Brasil em um contexto de muitos escândalos de corrupção, envolvendo empresários e políticos. A idoneidade é importante não somente no âmbito dos clientes, mas também ajuda a atrair potenciais investidores.

Se complianc" é um termo com o qual você tem ainda pouca familiaridade, não se preocupe. Ao longo do texto, vamos explicar o que é, qual a sua importância para as empresas, vantagens e várias outras informações importantes a respeito do tema. Acompanhe a leitura!

O que é compliance?

O termo compliance significa estar em conformidade com a legislação vigente. Consiste em uma empresa realizar todas as suas atividades internas e externas com o máximo de lisura, prezando pela transparência e credibilidade no mercado.

Qual é a importância do compliance?

Quem deseja fechar negócio com empresas envolvidas em escândalos de corrupção? O compliance tem o papel de estabelecer uma série de regras, políticas e diretrizes internas em uma companhia, com o objetivo de promover o máximo de transparência no fluxo das informações e execução das atividades.

O compliance ajuda a empresa a ter conformidade nas áreas:

  • política;
  • trabalhista;
  • comercial;
  • comportamental;
  • contratual.

Com base nas áreas citadas, é de se esperar que o compliance deva ser considerado como algo estratégico do negócio. Negligenciar a conformidade de uma empresa com a legislação pode não trazer nenhum problema no curto prazo, mas a médio e longo sim.

Irregularidades e problemas envolvendo corrupção e similares não surgem do dia para a noite. É preciso tempo para as coisas serem feitas, de modo a não chamar muito a atenção de quem trabalha na companhia e não está envolvido em tais atos ilícitos.

Caso essa situação venha a se consolidar, um dia, inevitavelmente, a conta chegará. Mais do que perdas financeiras e de reputação, o negócio fica suscetível a perder patrimônio, tendo grandes dificuldades de se manter operacional e manter a sua base de clientes fiel à empresa.

Quais suas vantagens?

Para uma empresa crescer e operar de modo adequado, nem sempre o dinheiro oriundo das vendas é suficiente. Quando a companhia tem um programa robusto de compliance, as chances de atrair investidores dispostos a aportar recursos aumentam.

A consequência desse crescimento é o aumento da vantagem competitiva, bem como a melhoria na eficiência e qualidade dos produtos ou serviços vendidos pelo negócio.

Além disso, o compliance contribui na construção de uma sólida cultura organizacional. Tão importante quanto ter bons colaboradores é saber que eles atuam em torno de um objetivo comum, que é agregar sempre mais valor ao negócio.

Caso a empresa tenha alguns procedimentos não alinhados com a legislação e a ética, eles podem ser corrigidos com o compliance. Com o tempo, independentemente do quão o negócio vai crescer, isso não dará brechas para o surgimento de irregularidades, que futuramente vão crescer e se transformar em um escândalo de grande repercussão.

Qual é a diferença entre compliance e auditoria interna?

Tanto a auditoria interna como o compliance têm o mesmo objetivo: identificar e corrigir irregularidades na empresa. No entanto, a diferença fundamental entre eles é que o compliance atua todos os dias na companhia, buscando verificar se todas as atividades estão de acordo com as políticas, regras e diretrizes internas.

Já a auditoria é um procedimento mais pontual, ocorrendo algumas vezes por ano. Obviamente, em termos de credibilidade e atração de capital externo, a empresa que possui um programa de compliance passa a ter uma predileção maior, na comparação com a auditoria interna.

Como aplicar o compliance nas empresas?

A primeira coisa a ser feita sobre o compliance é planejá-lo. É importante que os profissionais tenham conhecimentos específicos na área, em vez de somente atuarem no direito ou em um departamento financeiro, por exemplo.

É preciso, portanto, designar uma equipe capacitada a criar uma política capaz de ser seguida por todos na companhia. A ideia é, além de desenvolver um plano operacional, coordená-lo e monitorá-lo de forma contínua.

A ideia desse monitoramento é realizar ajustes ao longo da implementação do compliance. Com o tempo, podem surgir ou crescer certas ações irregulares na companhia, e isso precisa ser identificado e corrigido com o máximo de celeridade.

Para funcionar de modo efetivo, o compliance precisa ser um departamento, tal qual o RH e o contábil, por exemplo. Além disso, deve ser criado um código de conduta, capaz de gerar o devido alinhamento entre visão, missão e objetivos do negócio.

Tão importante quanto criar esse departamento de compliance é saber comunicar a ideia a todos os funcionários. Por mais que não seja uma tarefa fácil, os responsáveis devem propor e implementar meios eficientes de fazer essa comunicação, gerando o devido engajamento em torno da temática.

Na prática, pode-se implementar, por exemplo, um canal sigiloso, em que os funcionários possam relatar condutas que ferem a política da empresa, bem como a ética e a legislação vigente. Isso pode até mesmo ajudar a criar um ambiente de trabalho melhor, o que tem um impacto positivo sobre a employee experience.

Podemos encerrar este tópico dizendo que os responsáveis pela elaboração de todo o programa de compliance devem ser os primeiros a dar o exemplo. Do contrário, os demais funcionários não vão se engajar em torno desse objetivo, que é o de dar transparência e credibilidade às atividades internas da companhia.

Qual a relação entre compliance e LGPD?

A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) surgiu para evitar que as empresas usem os dados de seus clientes de forma indevida. Logo, essa legislação se relaciona diretamente com o compliance, à medida que o programa interno deve ser pensado tendo as diretrizes desta lei em mente, pois, dado que ela já entrou em vigor, empresas podem sofrer sanções e multas.

Como a tecnologia pode ajudar na aplicação do compliance?

Dado que a LGPD precisa ser seguida, o único meio de fazer isso é pelo uso de bons softwares. A ideia é promover o máximo de segurança aos dados coletados, de modo que eles tenham um fluxo definido durante o tempo em que estiverem em posse da companhia.

Além disso, esses softwares podem gerar relatórios e mostrar indicadores de desempenho da organização, de modo que se verifique se o programa de compliance está sendo seguido por todos ou não.

Como foi possível perceber, compliance implica em estar em conformidade com a lei. Quando a empresa tem um programa e um departamento voltados para isso, ela passa a ter mais credibilidade no mercado perante clientes, fornecedores e futuros investidores.

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