Interoperabilidade: o que é e qual a sua importância?

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O que é a interoperabilidade, quais os seus tipos e benefícios? Confira nosso artigo sobre o tema e descubra.

Interoperabilidade: o que é e qual a sua importância?

Pessoas que têm um iPhone, por exemplo, não podem baixar um aplicativo da Play Store. Esta simples constatação mostra um pouco sobre o que é a interoperabilidade, um conceito que, como veremos, vai muito além da integração de dados e sistemas.

A ideia é promover uma comunicação cada vez mais acessível e eficiente entre diversas aplicações, independentemente se elas são concorrentes ou não. No decorrer da leitura, vamos explicar porque a interoperabilidade é algo tão importante nesta era digital.

Além disso, deixaremos claras as diferenças em relação à integração, sendo esta também fundamental para uma empresa ser cada vez mais bem vista pelo mercado e os clientes. Boa leitura!

O que é interoperabilidade?

A interoperabilidade é quando um sistema se comunica com outro, não somente trocando dados de programas, mas também conhecimento. Dito isso, convém frisar que não é necessário esses sistemas serem informatizados, sendo que o elo entre eles pode ser um padrão aberto ou uma ontologia.

O primeiro é uma API totalmente aberta, que permite o trânsito de informações que ajuda o negócio a trabalhar com mais agilidade e produtividade. Já o segundo, a ontologia, é uma estrutura que permite interoperar sistemas, por meio de componentes relacionados entre si.

De modo mais concreto, as ontologias ajudam a resolver um problema recorrente: a falta de compatibilidade entre arquivos. Por meio de uma estrutura comum, é possível eliminar esse problema, de modo a tornar arquivos diferentes interoperáveis.

Para que serve a interoperabilidade?

Existem empresas que são relutantes em abrir a sua base de usuários. Nesse sentido, a interoperabilidade ajuda a acabar com essas barreiras, visando uma melhoria contínua na experiência dos clientes.

Voltando ao exemplo do iPhone, se a Apple um dia desejar interoperar, ainda que com algum concorrente, quanto ela pode auferir de receita, considerando que os seus compradores estarão mais satisfeitos com essa maior flexibilidade?

Com a transformação digital, interoperar se torna cada vez mais importante. Na área da saúde, por exemplo, existe uma infinidade de programas, responsáveis por tratar diversas especialidades médicas.

Estes, por sua vez, precisam não somente serem integrados, mas também se comunicarem abertamente com outros sistemas da área, como:

  • laboratórios;
  • clínicas;
  • operadoras de seguros.

Quais são os tipos de interoperabilidade?

De fato, a interoperabilidade é um conceito que transcende bastante o escopo da tecnologia. Engloba, além da troca de dados entre sistemas, a busca por tornar o conhecimento mais acessível às pessoas, sendo um meio de promover oportunidades. Confira, a seguir, os seus principais tipos!

Interoperabilidade técnica

Consiste em desenvolver padrões que possibilitem o transporte, comunicação, representação e armazenamento de dados. A computação em nuvem é crucial nesse sentido, pois esta tem contribuído no compartilhamento de registros e criação de APIs, inclusive nos chamados sistemas legados de uma empresa.

Estes, por serem de uma arquitetura monolítica, dificilmente permitem a integração a outros programas, a menos que passem por um processo de modernização, como a arquitetura de microsserviços.

Basicamente, os microsserviços são menos dependentes entre si, facilitando não só a adição de novas funcionalidades ao longo do tempo, mas também a manutenção do código.

Interoperabilidade semântica

Quando um programa específico (como um ERP) consegue mostrar dados de diferentes aplicações, podemos chamar isso de interoperabilidade semântica.

As ontologias também se inserem nesse contexto, promovendo uma comunicação eficiente entre computadores, de modo a ajudar profissionais de diferentes áreas na tomada de decisão e aumento na produtividade.

Interoperabilidade política e humana

Infelizmente, há muito conhecimento científico que ainda é negado à população em geral. Como exemplo disso, podemos citar a relutância de certas universidades em democratizar o acesso a artigos e documentos científicos de interesse do público.

Entende-se que a interoperabilidade deve ser também um esforço governamental, e não somente do setor privado. Outros tipos de interoperabilidade que merecem destaque são:

  • interoperabilidade legal: para que certas informações transitem livremente, é preciso seguir exigências e implicações legais;
  • interoperabilidade internacional: para uma comunicação fora do país de origem, é preciso observar o idioma, bem como mudanças de padrões e normas;
  • interoperabilidade intercomunitária: consiste em promover mais controle na disseminação de informações, no sentido de evitar erros e inverdades.

Qual é a importância da interoperabilidade?

Iniciaremos este tópico falando de uma das partes da interoperabilidade, que é a integração. Há algumas décadas, as empresas conseguiam operar bem com sistemas construídos em linguagens de programação diferentes.

Contudo, chegou um momento em que isso se tornou um problema, visto que esses dados, uma vez isolados em seus respectivos programas, não podiam ser compartilhados e se transformar em conhecimento de negócio.

Mais do que o desafio da incompatibilidade, viu-se a necessidade de obter meios de armazenamentos mais eficientes e baratos. É exatamente nesse contexto que a nuvem se apresenta como uma solução quase indispensável à integração de sistemas e, por consequência, à interoperabilidade.

Independentemente da área de atuação, a tendência é nos depararmos com clientes cada vez mais exigentes e conectados. Dito isso, a integração e interoperabilidade devem ocorrer sem negligenciar na segurança de dados, pois, caso contrário, os resultados podem ser desastrosos, em termos de reputação e desfalque no caixa do negócio.

Não é exagero dizer que uma empresa pode se tornar mais competitiva quando adota a interoperabilidade. Com tantos negócios surgindo todos os dias e marcando presença na internet, a geração de dados se dá de forma praticamente ilimitada.

Se uma companhia insiste em seus softwares legados, ela terá mais dificuldade em acompanhar esse ritmo de mudança, perdendo cada vez mais espaço no mercado.

Quais são as vantagens dos sistemas sem problemas de interoperabilidade?

A interoperabilidade é um processo contínuo de melhoria na comunicação entre profissionais e sistemas. Ajustes sempre podem acontecer, mas o fato é que isso acarreta vantagens como:

  • maior produtividade, principalmente porque a integração torna as rotinas menos manuais e mais automatizadas;
  • suporte na tomada de decisão, agora que os dados de diferentes fontes podem ser visualizados em uma única tela;
  • possibilidade de adicionar novas funcionalidades, podendo promover o crescimento escalável das operações.

A interoperabilidade é a capacidade de sistemas que são computacionais ou não de se comunicar com eficiência. Como vimos, a integração de dados é parte disso, estando, inclusive, inserida no tipo de interoperabilidade técnica. Adotando este conceito, tanto empresas quanto órgãos governamentais podem se beneficiar, trazendo produtos, serviços e conhecimento às pessoas, de modo a promover cada vez mais inclusão digital.

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