Glossário de TI: 19 termos para entender melhor a área

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Existem diversos termos de tecnologia da informação que são essenciais para aprimorar conhecimentos sobre a área. Por isso, montamos um glossário de TI para você consultar quando precisar. Confira.

Glossário de TI: 19 termos para entender melhor a área

No ramo da tecnologia da informação, existem diversos termos técnicos que são essenciais para aprimorar o conhecimento de profissionais da área.

E por mais complexos que determinados conceitos sejam, sua compreensão é fundamental para potencializar a execução de projetos e tarefas. Afinal, conforme você se familiariza com os termos do glossário de TI, sua rotina se torna muito mais fácil.

Conheça agora mesmo os 19 termos técnicos de TI que devem fazer parte do seu vocabulário.

1. Algoritmo

Algoritmo é a base do desenvolvimento de softwares ou aplicações e faz parte das ferramentas pelas quais os programadores elaboram soluções para desmembrar falhas em processos que são representados de forma computacional.

Uma aplicação prática e simples de algoritmo corresponde à inicialização do computador: existe um software que testa todos componentes do PC para confirmar se está tudo em ordem e, depois disso, encontrar o sistema operacional no disco rígido para carregá-lo.

2. API (Application Program Interface)

API é um conjunto de ferramentas, protocolos e rotinas para a elaboração de aplicativos. Um API de boa qualidade facilita o desenvolvimento de um software, ao liberar todos os blocos de construção para que o programador possa juntá-los.

Embora o API seja desenhado para programadores, também é viável para os utilizadores, pois garante que todos os programas que contêm um API em comum tenham interfaces semelhantes. Isso permite aos usuários dominarem novas aplicações mais facilmente.

3. Back-end

É o desenvolvimento de estruturas e recursos por trás da programação propriamente dita, garantindo a execução de ações por parte dos usuários de um dispositivo computacional (PC, laptop, tablet, celular etc.).

Por exemplo, tudo que está por trás de um site é baseado no compartilhamento de informações entre banco de dados e navegador — recursos que não são visualizados pelos visitantes.

A atuação de um back-end está vinculada aos servidores, estruturas, segurança, gerenciamento de conteúdos e atualizações. Esse tipo de recurso é fundamental para tratar os dados e garantir inserções, arquivamentos e leituras de informações por trás de uma aplicação ou software. Ou seja, é um recurso que favorece a concretização de processos em um ambiente digital, como as ferramentas de busca em sites de compra.

4. BAM (Business Activity Monitoring)

O Monitoramento da Atividade dos Negócios (BAM) refere-se à análise, agregação e apresentação de dados em tempo real sobre os processos internos da empresa, envolvendo clientes e parceiros. Portanto, BAM é uma solução organizacional que resume o fluxo operacional para profissionais tomadores de decisões estratégicas (gestores, proprietários e sócios).

Também é um recurso que monitora tarefas e projetos a fim de identificar como são aplicados em ferramentas informáticas.

5. Big Data

Big Data é um termo que corresponde ao grande volume de dados obtido pela empresa em seu cotidiano. Essas informações podem ser analisadas e estudadas para garantir o surgimento de ideias que levam a movimentos estratégicos na companhia ou setor. Com esse tipo de avaliação, é possível elevar a produtividade, diminuir custos e encontrar soluções mais inteligentes.

6. Business Intelligence (BI)

O Business Intelligence, ou inteligência de negócios, representa todas as tecnologias que coletam e analisam dados sobre a empresa. Seu objetivo é elaborar estratégias, soluções e decisões de modo que a companhia atue de forma segura, apoiada em dados sólidos e realistas. Por isso, muitas vezes, o BI é integrado a outras aplicações de relatórios e programas analíticos a fim de realizar estudos preditivos e gerar projeções históricas do fluxo operacional.

7. Cloud Computing

A computação na nuvem se mescla com a internet, ou seja, computadores do mundo todo, unidos por uma rede de comunicação, são capazes de entregar informações a qualquer usuário que tenha acesso. Portanto, não importa para o internauta o lugar em que os dados estão fisicamente alojados – eles podem ser acessados em qualquer dispositivo que esteja online.

Nesse sentido, a nuvem permite acessar diversas aplicações sem que elas estejam instaladas nos aparelhos eletrônicos de uso comum das companhias. Ou seja, uma empresa adquire o serviço e a marca fornecedora cuida da elaboração, manutenção, armazenamento de arquivos e backup dos documentos. Aos usuários basta acessar e utilizar os recursos oferecidos.

Por meio da nuvem, instituições e pessoas se conectam com facilidade, otimizando fluxos operacionais de rotina. Dessa forma, diversas equipes e setores atuam de forma colaborativa em uma única plataforma, garantindo segurança e comodidade.

8. Dark Data

Dark Data, ou Dados Escuros, são informações adquiridas por meio de operações diárias e não usadas para fins analíticos. Pode-se optar por manter esses registros para utilização futura, com custos adicionais de armazenamento, ou excluí-los por não serem úteis.

O nome desse tipo de dado foi escolhido como uma analogia à Matéria Escura da área da Física, a fim de retratar uma energia que não se consegue enxergar, mas está presente em abundância no universo.

9. Data Driven

Data Driven permite que a empresa seja orientada por dados, usando-os como base para tomar decisões internas. Idealizar estratégias operacionais por meio da intuição é um erro extremamente prejudicial para os negócios, pois desconsidera o planejamento de ações de acordo com a própria realidade.

Em um ambiente cada vez mais competitivo, nada mais essencial do que estabelecer decisões que colocarão sua marca em destaque no mercado, além de permitir que o setor de TI compreenda os riscos de determinadas ações.

10. Data Lake

Data Lake, ou Lago de Dados, é um repositório que contém um conglomerado de dados em seu formato natural, como um volume de água que ainda não foi filtrado. As informações surgem de várias fontes e são armazenadas no estado original.

Dessa forma, esses registros são convertidos somente quando são necessários para montar estratégias analíticas. Tal procedimento é chamado de “esquema para leitura” porque os dados são mantidos em sua forma bruta até que estejam prontos para uso.

11. Data Science

Data Science é uma técnica capaz de gerar conhecimento para os negócios, fazendo ciência a partir dos dados. Nela, há uma relação direta com a estatística para descrever, explorar e predizer cenários por meio das informações analisadas.

Essa técnica cresce a cada dia por conta de sua eficácia quanto ao cumprimento de objetivos estratégicos em projetos e atividades operacionais, sendo considerada uma atuação profissional indispensável para um futuro próximo.

12. Deep Learning

“Aprendizagem profunda” é um tópico emergente dentro da Inteligência Artificial. Corresponde a uma subcategoria de Machine Learning (Aprendizado de Máquina), entendida por oportunidades de aprendizagem profunda com a utilização de redes neurais para executar otimizações pontuais que envolvem visão computacional, processamento de linguagem e reconhecimento de fala. Essa é uma das áreas mais estudadas e procuradas dentro da ciência da computação moderna.

Deep Learning é um recurso tecnológico que funciona de base para soluções como o Google Tradutor, a Cortana, a Siri e a Alexa. Portanto, com grande quantidade de poder computacional, as máquinas agora reconhecem objetos e traduzem voz em tempo real. Assim, o Deep Learning torna a Inteligência Artificial de fato inteligente e aplicável.

13. Gateway

Gateway atua como um tipo de portal, pois age como um “fio condutor” da conexão dos dispositivos com a internet. Dessa forma, ele opera para coletar os dados requeridos previamente pelos usuários, por meio do acesso aos aplicativos instalados no aparelho ou navegação pela internet.

No início dos acessos online, o gateway era conectado a uma só fonte, o que inviabilizava o acesso contínuo por parte do usuário. Com a evolução tecnológica impulsionada pela rede Wi-Fi, hoje, podemos encontrá-lo integrado a um roteador, que gera sinal de conexão por todo o espaço no qual está instalado.

14. Inteligência Artificial (IA)

Uma solução de Inteligência Artificial envolve um conjunto de tecnologias, como algoritmos, redes neurais artificiais, sistemas de aprendizado, entre outras, que simulam capacidades humanas atreladas à inteligência. Por exemplo, a percepção de ambiente, a habilidade de análise e o raciocínio lógico para a tomada de decisão.

É possível afirmar que a IA vinculada às soluções tecnológicas permite a execução de atividades de modo inteligente. Além disso, ela pode aprender por si mesma por meio de ferramentas de aprendizado que filtram grandes volumes de dados, garantindo a ampliação de conhecimentos.

A Inteligência Artificial também é uma área de ciência, cujo objetivo é analisar, desenvolver e empenhar máquinas para executarem tarefas humanas de forma automática. Também está atrelada ao Machine Learning, ao reconhecimento de voz e de visão, entre outras soluções tecnológicas.

15. Internet das Coisas (IoT)

Internet das Coisas é um conceito que corresponde à conexão entre objetos comuns com a internet. Isso é possível por meio de qualquer dispositivo conectado à internet, melhorando a funcionalidade desses objetos a fim de torná-los cada vez mais necessários. Assistentes virtuais, smart homes, smartwatches, termostatos e automóveis são alguns dos exemplos. A rapidez com que essas novas ferramentas surgem é tão alta, que torna impossível prever quais os próximos lançamentos.

16. Information Technology Infrastructure Library (ITIL)

Para gerir as tarefas de um time de TI, é comum escolher metodologias de trabalho eficientes, como o ITIL, que é a sigla para o termo Information Technology Infrastructure Library, ou Biblioteca de Infraestrutura de Tecnologia da Informação, em tradução livre.

ITIL é um método que engloba um conjunto de melhores práticas, baseando-se na longevidade dos serviços, que, de acordo com seus critérios de implementação, são cinco:

  • estratégia de serviço;
  • design de serviço;
  • transição de serviço;
  • operação de serviço;
  • melhoria contínua de serviço.

17. LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) está em vigor desde agosto de 2020. Ela foi criada para proteger, tratar e armazenar registros pessoais, além de garantir a defesa do consumidor, a liberdade de expressão e inviolabilidade da intimidade.

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) é o órgão que fiscaliza, regulamenta e orienta como a LGPD deve ser aplicada pelas empresas. Além disso, tem o poder de penalizar as companhias que não cumprem as regras da nova lei.

Tudo que nós internautas fazemos online deixa uma série de informações pessoais registradas. Por isso, a LGPD impacta atividades cotidianas relacionadas ao consumo de conteúdos e produtos e ao trabalho. Dados privados, como nome, CPF, e-mail, endereço, telefone, entre outros, estão protegidos pela Constituição. Dessa forma, todas as companhias que coletam ou armazenam registros de clientes devem ter cuidado redobrado com o uso de tais informações a partir de agora.

18. Machine Learning

Machine Learning, ou Aprendizado de Máquina, é a ciência de fazer com que computadores, dispositivos e equipamentos ajam como humanos, aprimorando aprendizados de forma automática e enriquecendo-os com por meio de interações com o mundo real. Basicamente é a utilização de algoritmos para analisar dados, gerar insights e fazer previsões sobre o futuro.

Ou seja, é um recurso que fornece aos aparelhos a capacidade de aplicar melhorias automaticamente a partir do funcionamento contínuo sem serem necessariamente configurados para tal finalidade. Esse tipo de aprendizado ocorre por meio de um software que acessa múltiplos bancos dados a fim de adquirir conhecimentos de forma independente.

A aprendizagem das máquinas se inicia por meio de observações e análises de dados, como funcionamento direto ou instrução por parte do usuário, com o intuito de encontrar padrões e tomar decisões melhores no futuro. O objetivo é gerar estímulos durante o funcionamento das máquinas para que aprendam novas tarefas de forma autônoma sem assistência ou qualquer outra forma de intervenção humana no processo.

19. SaaS

O SaaS, sigla para o termo “Software as a Service”, ou Software como um Serviço, é uma forma de oferecer aplicativos e sistemas pela internet e coletar, armazenar e gerenciar dados. Uma ferramenta SaaS dispensa compra, instalação e manutenção de programas e equipamentos, pois é disponibilizada online.

Os maiores diferenciais de um SaaS são:

  • disponibilidade de acesso: permite que os usuários acessem a plataforma de qualquer lugar, em diversos aparelhos eletrônicos conectados à internet. O cliente, ao contratar o serviço, recebe os dados de login e pode configurar diversos níveis de acesso aos colaboradores da empresa;
  • sistema integrado e protegido: o SaaS é executado por meio dos servidores da marca fornecedora, que monitoram todos os acessos de forma ininterrupta, garantindo a segurança de dados e a estrutura de funcionamento. Assim, o cliente conta com resguardo e facilidade para usufruir das funcionalidades de que precisa.

Esperamos que este glossário de TI seja útil para suas consultas sempre que surgir a necessidade. Os termos descritos acima são essenciais para favorecer seu entendimento e repassar conhecimento para outras pessoas que têm interesse em aprender sobre tecnologia da informação.

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